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Quando fui chuva
Se subo na tua canoinha,
como me pedes, faço bobagens.
Ah Meu bem...
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Quem sabe um dia você pense diferente, e enxergue todo esse amor na sua frente.
Quem ama sempre intende.  
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Naquele dia, você me ensinou que a solidão é dolorosa! Eu entendo muito bem agora. Eu tenho família, e eu tenho amigos, mas se você se for… Para mim… Será o mesmo que estar sozinho.
Naruto.   
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Que diabos essa garota! É tudo culpa dela. Tudo. Minha ruína, minha amargura, minhas trapalhadas e todas as coisas boas que acontecem comigo de vez em quando. Acho que é por isso que eu odeio tanto tudo nesse mundo. Tenho experimentado cada pessoa, cada assunto e cada utensílio doméstico com fins de ver se consigo detestar algo com mais profundidade e com todas as minhas forças, para assim rebaixá-la ao segundo lugar na minha lista pessoal de coisas que me enervam. Tem um espremedor de alho que está há trinta e três semanas na segunda posição, mas que parece não ter a menor chance. Maldito foi o dia em que ela atravessou por aquela porta.
Gabito Nunes.
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Ela faz cena, porque sabe que cabemos muito bem no mesmo andar, na mesma hora, no mesmo quarto, na mesma cama, mas nunca na mesma palavra: nós.
Gabito Nunes. 
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Vez ou outra bate uma vontade danada de saber como está sua vida sem mim, e eu fico aqui desejando que esteja se dando muito mal. Chamem de egoísmo, o que for, mas não mentiria dizendo que desejo sua felicidade com outra, sendo que sua alegria está aqui, comigo.
Fred Medeiros.  
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Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Marina Colassanti.

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Se você quiser me contar seus segredos, sou de todo ouvido. Se os seus sonhos não derem certo, estarei sempre lá para você. Se precisar se esconder, terá sempre minha mão. Mesmo se o céu desabar, estarei sempre contigo. Sempre que precisar de um lugar, haverá meu canto, pode ficar. Se alguém quebrar seu coração, juntos cuidaremos. Quando sentir um vazio, você não estará sozinha. Se você se perder lá fora, te buscarei. Te levarei pra algum lugar, se precisar pensar. E quando tudo parecer estar perdido, e você precisar de alguém, eu estarei sempre aqui.
Martha Medeiros. 
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Não era má, aquela garota. Tinha uma visão um tanto melancólica de si mesma. Usava vestidos e salto alto. E tinha belas canelas. Eu não sabia direito o que ela esperava de mim. Não queria que ela se sentisse mal. Beijei ela. Sua língua era longa e fina e ficava se contorcendo na minha boca. Parecia um lambari. Tudo era tão triste, mesmo quando as coisas davam certo.
Charles Bukowski.   
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Escolha, entre todas as escolhas que tiveres, aquela que seu coração mais gostar, e persiga-a até o fim do mundo. Mesmo que ninguém compreenda, como se fosse um combate. Um bom combate, o melhor de todos, o único que vale a pena. O resto é engano, minha filha, é perdição.
Caio Fernando Abreu. 
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Chore tudo que você tiver que chorar. Lembre de tudo que você tiver que lembrar. Tire um dia só para falar dele. Embriague-se dele. Tenha uma overdose dele. Repita o nome dele dentro da sua cabeça mil e uma vezes. Pense nele antes de dormir, e refaça os seus diálogos. E então, no dia seguinte, acorde para uma vida nova. Deixe ele, e tudo do dia passado, ali, no passado.
Tati Bernardi.  
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O mundo quebrará o seu coração de dez maneiras diferentes, isso é uma certeza. E não posso começar a explicar isso. Ou a loucura dentro de mim e dos outros, mas adivinha? Domingo é o meu dia favorito de novo. Penso em tudo que todos fizeram por mim, e me sinto um cara muito sortudo.
O Lado Bom da Vida.  
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Eu fui estrupada lendo clarice lispector e não me perguntaram o porquê. Também, se perguntassem, eu não abriria a boca. E não abriria a boca porque esta está amordaçada e abraçada à solidão. Porque esta está fincada à palavra morte, da qual não abro mão de pronunciar minuciosamente, quando estou sozinha no quarto rezando para deus me conceder a graça de morrer atropelada por algum carro muito chique, chiquérrimo, ou por algum cara bem bonito de olhos azuis, pinta de mais velho e com cara de 40. Eu fui estrupada e a palavra medo não me veio na cabeça, então eu não gritei. Apenas senti o quente do gozo esforçando-se para chegar em minhas coxas, depois em minhas virilhas e por fim, atingir uma parte minha que até então, desconhecia. Eu não gritei porque, a princípio, achei a sensação deliciosa, o quente amalgamando meus traumas e lambendo a poeira do vazio que, por tempos e tempos, instaurou-se em mim. Eu fui estrupada enquanto lia uma manchete no jornal que falava das mulheres africanas no mercado mundial do trabalho e me senti violentada quando vi a imagem de alguma delas - acho que queniana, não me recordo bem - trabalhando no garimpo porque queria ser professora de história para relatar, detalhadamente, como era sobreviver à ruína e ao fracasso de habitar uma pele e um corpo que não era seu. E novamente, o grito não veio. Tentei estalar meus dedos, fechar meus olhos, ferir minha pele, me arrastar no chão e quis sangrar, quis desaparecer, mas gritar não. Porque o grito revelaria uma raiva que talvez eu não tenha e, se tiver, está bem escondidinha dentro de alguma parte que ainda não dei por certo. E esse grito, que nomeei de “a coisa que não vem”, virá um dia. Algum dia em que eu estiver deitada, cheirando descasos e amores que não me pertencerem, mas que, todavia, tiveram pertencimentos. Doei-me, doeu-me, mas estive forte o tempo todo, quando lançavam facas e deixavam de lançá-las. Eu fui estrupada quando passava pela rua e desmaiava de tanto calor. E repare que: o que me estuprava não era bem o calor de 35º nem o mormaço e poluição da capital paulistana, o que acabava com a minha moral com a minha ética e com o chamo de senso era, no entanto, a falta de percepção. Invadiam-me com tanta indiferença que desmaiei e, sem querer ou sim, querendo, bati a cabeça na quina e sangrou dias semanas meses de reviravoltas e vontades de sumir. Sangrei também alguns dias que não falei a verdade, outros muitos que não soube ponderar, outros em que faltou-me resistência. E foi um estupro lúcido, claro, gentil até. A coisa toda foi acontecendo aos poucos e quando vi, estava estatelada no chão quente de uma rua quase tão cheia de gente que se tornava vazia. Eu fui estrupada na primeira vez que quis saber como era ir embora e correr riscos e danos mas ninguém se importou com isso. Também, se se importassem, diria que quisera saber porque da última vez eu estava de salto alto e não conseguia correr (sim, correr! Ou até mesmo andar. E se você chegou nessa parte do texto deve estar se perguntando o quê eu sou. Eu te digo: sou uma mulher à procura de ser compreendia entre tanta loucura efêmera e entre tantas opções de suicídio. Poderia te listar os fatos históricos da minha existência medíocre e tentar explicar por que eu me jogaria do telhado do meu apartamento, mas não), então decidiram me estuprar e me fizeram sangrar novamente. Dessa vez, avistando de longe aqueles que iam gradativamente, eu apenas sussurrava “não se vão” e eles, olhando para trás, para meu rosto aparentemente triste, esqueciam-se e desapareciam - e nem mesmo meus passos com meu salto de boutique francesa barata deu conta de aliviar a dor de ser abandonada. Todos de repente se foram e enfiaram dentro de mim alguma coisa grande descabível e que eu não consegui retirar. Eu fui estrupada dentro de uma livraria na segunda-feira. Foi naquela do conjunto nacional na avenida paulista cujos visitantes são, em sua maioria, um porre. Estupraram meus sentimentos e dessa vez me perguntavam o porquê de meus olhos estarem borrados de maquiagem enquanto eu lia um poema do Drummond. Ai ai, eu repliquei. Estavam enfiando, agora, alguma possível questão em minha goela como se eu fosse uma condenada-solitária-puta ou algo do tipo. E tem sido assim. Todos os dias. Os dias em que enfiam em mim, objetos sensações e até mesmo transas chulas e imundas. Deixo eles entrarem e não os retiro, porque ainda não aprendi a gritar. Eu ainda não permiti à minha garganta, à minha língua, à minha força saírem por aí sambando na cara dessas pessoas chatas e egoístas. Ainda não aprendi a trocar de roupa e a sair nua no meio da rua e também não sei como correr atrás de alguém. Os meus livros de clarice, assim como os de Drummond, estão borrados pela minha maquiagem de 1,99 que comprei na feirinha hippie de domingo da augusta (mas é claro, isso também não me questionaram) e eu ainda não me despi. Tem sido assim, os dias. Dentro do metrô, próximo ao supermercado, até mesmo em mim mesma: não encontro saída. Eles me estupram, meus olhos choram, mas eu não grito. Só me calo e deixo que o gozo quente entre, perfure a derme, a consciência, a pureza e o odor da minha essência esticada sob os padrões sociais e africanos do mundo - do meu mundo.
Floresinexatas.  
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Me chamam de exigente, mas não sou. Só quero alguém que tenha a mínima capacidade de fazer o óbvio, no caso gostar de mim. Mas de mim, não do que pode obter de mim. Meu anúncio só diz que sou engraçado, romântico, gentil, tarado, fiel, inteligente, carente, descrente, desesperançado, desesperado. Essas coisas que ficam na última gôndola do mercado de amores.
Gabito Nunes. 
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Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Fernando Pessoa.
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Desculpa meu bem, mas quando se trata de você, eu só sei falar de amor.
— "Mabel ao ex, quem sabe eterno amor." Alugue Felicidade. 
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